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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Papa Francisco autoriza canonização de Paulo VI e Dom Oscar Romero

Papa Francisco autoriza canonização de Paulo VI e Dom Oscar Romero

O Papa Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos a promulgar os Decretos que reconhecem os milagres atribuídos à intercessão dos Beatos Paulo VI e Oscar Arnolfo Romero Galdámez.
A data e local para a cerimônia de canonização ainda vão ser decididos num próximo consistório (reunião de cardeais), no Vaticano. 
Conheça mais sobre os futuros santos da Igreja: 
PAULO VI 
Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Bréscia, na região italiana da Lombardia, e foi ordenado aos 22 anos.
Paulo VI governou a Igreja de junho de 1963 até a sua morte, em 06 de agosto de 1978. Ele foi beatificado no dia 19 de outubro de 2014.
Papa Paulo VI, o beato que ofereceu a primeira rosa de ouro ao Santuário de Aparecida. 
Doutor em filosofia, direito civil e direito canônico, serviu a diplomacia da Santa Sé e a pastoral universitária italiana, e a partir de 1937, foi colaborador direto do Papa Pio XII. Durante a II Guerra Mundial trabalhou no Vaticano com os refugiados e os judeus.
Após o conflito, em 1954, foi nomeado arcebispo de Milão. Foi criado cardeal pelo Papa João XXIII em 1958, e participou nos trabalhos preparatórios do Concílio Vaticano II. Cinco anos depois, em 21 de junho de 1963 foi eleito Papa.
Paulo VI escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae’ (1968) sobre o controle da natalidade, e a ‘Populorum progressio’ (1967) que abrange o desenvolvimento dos povos.
Foi o primeiro Papa a fazer viagens internacionais, tendo visitado Terra Santa, EUA, Índia, Portugal, Turquia, Filipinas e Austrália, dentre outros.
Na homilia de beatificação de Paulo VI, em 19 de outubro de 2014, Francisco disse que “enquanto se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, ele soube reger com clarividente sabedoria – e às vezes em solidão – o timão da barca de Pedro, sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor”.
DOM OSCAR ROMERO 
O beato Oscar Arnolfo Romero Galdámez,Arcebispo de San Salvador e mártir, é conhecido como 'Bispo dos Pobres'.  Nasceu em Ciudad Barrios, El Salvador, em 15 de agosto de 1917. 
Entrou para o seminário aos 13 anos. Aos 20, foi completar os estudos de Teologia em Roma, onde foi ordenado padre, em 1943. Retornou a El Salvador, onde foi pároco durante 26 anos. Generoso, visitava os doentes, lecionava nas escolas, foi capelão do presídio. Na época, os pobres da região faziam fila na porta da casa paroquial, onde recebiam ajuda. Em 1977, ele foi nomeado arcebispo de El Salvador, chegando à capital com fama de conservador. Nessa época o país vivia grandes conflitos.  
Dom Romero foi assassinado na capital salvadorenha em 24 de março de 1980 por um franco-atirador do exército salvadorenho, enquanto celebrava uma missa no Hospital da Divina Providência, na capital. 
O Papa Francisco, na ocasião da beatificação de Dom Romero em 23 de maio de 2015, recordou o legado do futuro santo:
“Em tempos de convivência difícil, Dom Romero soube guiar, defender e proteger o seu rebanho, permanecendo fiel ao Evangelho e em comunhão com a Igreja inteira. O seu ministério distinguiu-se por uma atenção especial aos mais pobres e aos marginalizados. E no momento da sua morte, enquanto celebrava o Santo Sacrifício do amor e da reconciliação, recebeu a graça de se identificar plenamente com Aquele que entregou a vida pelas suas ovelhas". 
Milagres e virtudes heroicas reconhecidas pelo Papa 
Nos Decretos da Congregação das Causas dos Santos autorizados pelo Papa Francisco constam ainda o reconhecimento dos seguintes milagres e virtudes heroicas. Entre eles mais três santos e dois beatos. 
- o milagre atribuído à intercessão do Beato Francesco Spinelli, Sacerdote diocesano, Fundador da Instituto das Irmãs Adoradoras do Santíssimo Sacramento (Itália), o que o torna santo; 
- o milagre atribuído à intercessão do Beato Vincenzo Romano, Sacerdote diocesano (Itália), o que o torna santo;
- o milagre atribuído à intercessão da Beata Maria Caterina Kasper, Fundadora do Instituto das Pobres Servas de Jesus Cristo (Alemanha), o que a torna santa;
- o milagre atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Felícia de Jesus Sacramentado, Irmã professa da Ordem dos Carmelitas Descalços (Paraguai), o que a torna beata; 
- o martírio da Serva de Deus Anna Kolesárová, leiga, assassinado por ódio à fé em 1944 (Eslováquia), o que a torna beata; 
- as virtudes heroicas do Servo de Deus Bernardo Lubienski [vide foto], Sacerdote professo da Congregação do Santíssimo Redentor (Polônia);
- as virtudes heroicas do Servo de Deus Cecilio Maria Cortinovis, Religioso professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Itália);
- as virtudes heroicas da Serva de Deus Giustina Schiapparoli, Fundadora da Congregação das Irmãs Beneditinas da Divina Providência de Voghera (Itália);
- as virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Schiapparoli, Fundadora da Congregação das Irmãs Beneditinas da Divina Providência de Voghera (Itália);
- as virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Antonella Bordoni, Leiga, Fundadora da Fraternidade das Pequenas Filhas da Mãe de Deus (Itália);
- as virtudes heroicas da Serva de Deus Alessandra Sabattini, Leiga (Itália).

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Vaticano: Jovem leigo italiano vai ser canonizado no mesmo dia dos Beatos Paulo VI e D. Oscar Romero



Nunzio Sulprizio, padroeiro da juventude operária, será também declarado santo no dia 14 de outubro 
Cidade do Vaticano, 19 jul 2018 (Ecclesia) – O Papa anunciou hoje, durante uma Consistório Ordinário Público no Vaticano, que vai canonizar no dia 14 de outubro o Beato Nunzio Sulprizio, juntamente com os já previstos Beatos Papa Paulo VI e D. Oscar Romero.
Na sua página online, o portal Vatican News recorda a figura deste jovem leigo italiano, Nunzio Sulprizio (1817 – 1836), natural da Província de Pescara, que viveu apenas 19 anos mas que ficou conhecido como um exemplo para os mais novos, pela sua “fé inabalável” e a sua força de vontade no meio das adversidades.
Órfão desde cedo, foi criado pela sua avó materna que viria também a falecer quando Nunzio tinha apenas 9 anos de idade.
Foi então entregue à guarda de um tio, que apesar da sua tenra idade colocou-o logo a trabalhar como ferreiro e marceneiro.
“Sem poder frequentar a escola, foi obrigado a trabalhar inclusive quando ficou doente, com uma gangrena na perna”, refere a nota da Santa Sé.
Nunzio Sulprizio acabaria por ser adotado por uma família de Nápoles, mas “já era demasiado tarde”, pois a sua saúde tinha-se deteriorado irremediavelmente.
“Mesmo no meio da dor”, pode ler-se, “Nunzio deu testemunho de uma fé inabalável”.
“Jesus sofreu muito por mim. Por que não posso sofrer por Ele?”, dizia o jovem que entregava a sua vida a Deus e pela conversão dos outros, “mesmo que fosse por um único pecador”.
A morte acabaria por chegar em maio de 1836, depois de o jovem, já acamado, “pedir o crucifixo e receber os sacramentos”.
De acordo com os relatos da altura, atestados pela Santa Sé, o seu corpo, entretanto “desfigurado pela doença, começou a exalar um perfume de rosas, tendo ficado exposto durante cinco dias”.
Após ter sido sepultado, o seu túmulo tornou-se desde logo um local de peregrinação.
No caminho para a canonização, Nunzio Sulprizio foi declarado como modelo para os mais novos, em particular para os jovens trabalhadores, através de um decreto de “heroicidade das virtudes” aprovado pelo Papa Leão XIII.
No dia 7 de março de 1963, a Santa Sé avançou para a beatificação do jovem italiano, depois da promulgação do decreto de aprovação dos milagres que eram necessários para este reconhecimento.

Foto Vatican Newste reconhecimento.
A cerimónia de beatificação de Nunzio Sulprizio, a 1 de dezembro do mesmo ano, seria presidida em Roma pelo Papa Paulo VI, “por entre efusivas aclamações do povo e dos padres conciliares”, pois nesta altura a Igreja Católica já se encontravam em pleno Concilio Vaticano II.
Durante a referida celebração, o Papa Paulo VI destacou Nunzio Sulprizio como um exemplo para “este tempo” e desafio todas as pessoas e comunidades a “fazerem amizade com este querido Beato e a pensarem humildemente como podem seguir os seus passos”.
Conforme foi anunciado hoje, na sequência de um Consistório Ordinário Público (reunião de cardeais) o Papa Francisco vai canonizar no dia 14 de outubro, no Vaticano, não só o Beato Nunzio Sulprizio mas também o Papa Paulo VI (1897-1978), que liderou os destinos da Igreja Católica durante 15 anos, e D. Oscar Romero (1917 – 1980), antigo arcebispo de El Salvador, morto a tiro em 1980 pela junta militar que então dominava o país.
Nesse mesmo dia, 14 de outubro, o Papa Francisco irá ainda declarar como santos os padres Francesco Spinelli (1853-1913) e Vincenzo Romano (1751-1831); e as religiosas Maria Catarina Kasper (1820-1898) e Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus (1889-1943).
JCP