O estado americano da Flórida reconheceu Jerusalém como a capital de Israel. Mas por quê?
O governo da Flórida aprovou uma resolução reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel.
Em comparação com a decisão dos Estados Unidos tomada em dezembro de 2017, a Flórida reconheceu as reivindicações israelense em toda a cidade.
“A Flórida proclama Jerusalém como a capital eterna e indivisível de Israel”, diz a resolução, segundo o Sputnik.
Em uma reunião de gabinete em Tallahassee, capital da Flórida, o diretor financeiro do estado, Jimmy Patronis, declarou:
“Nós deixamos claro que estamos com nosso aliado mais próximo no Oriente Médio. Eu também acredito que devemos ser fortes com nosso amigo, parceiro e aliado.”
E acrescentou:
“Como um estado, devemos continuar demostrando nosso amplo e profundo apoio ao nosso aliado e parceiro econômico com a execução de políticas pró-Israel. Hoje declaramos ao mundo que a Flórida está unida a Israel.”
Estados Unidos fecham as portas para cristãos iranianos
Eles venderam seus lares e suas posses, largaram os empregos e deixaram o país, imaginando que seria para sempre. Os iranianos, em sua maioria membros das minorias cristãs do país, teriam como destino uma nova vida nos Estados Unidos após uma breve passagem pela Áustria para o processamento de seus vistos.
Mas, passado mais de um ano, cerca de 100 deles continuam encalhados em Viena, tendo esgotado suas poupanças, com a vida no limbo e a promessa feita pelos EUA enterrada.
Mesmo enquanto o governo Trump continuava a prometer ajuda às minorias religiosas do Oriente Médio, muitas das quais são perseguidas, os EUA negaram suas solicitações de vistos de refugiados nas semanas mais recentes.
“É inexplicável”, disse H. Avakian, 35, cristão armênio que chegou à Áustria vindo do Irã há 15 meses e pediu para não revelar o primeiro nome por medo de represálias. “Subitamente, eles disseram, ‘Agora vocês não podem mais vir’. Não sabemos por quê”.
Avakian, que esperava se juntar ao irmão, Andre, em Los Angeles, disse em entrevista que ele e outros refugiados estão ficando sem dinheiro e entrando em depressão. “A maioria de nós não pode voltar ao Irã; estamos completamente desesperados”, afirmou.
Ele explica que voltar ao Irã depois de uma tentativa de se mudar para os EUA colocaria em risco a sua vida e a de outros solicitantes, pois o governo os consideraria inimigos do estado. “Temos medo de sermos sentenciados”, disse Avakian. “Podem nos colocar na cadeia”.
Os iranianos solicitaram o assentamento nos EUA de acordo com os dispositivos de uma lei de 1989 conhecida como emenda de Lautenberg, que oferece santuário a minorias religiosas perseguidas. O grupo é composto por cristãos da Armênia e da Assíria, mandeístas e zoroastristas, cuja maioria tem parentes nos EUA que patrocinaram suas solicitações. As negativas forram criticadas por líderes religiosos, grupos de direitos humanos e legisladores de ambos os partidos.
A constituição do Irã proclama o Islã xiita como religião oficial do estado. Embora cristãos, judeus e zoroastristas sejam minorias protegidas, o governo promove “violações sistemáticas e constantes da liberdade religiosa, incluindo detenção prolongada, tortura e execução com base primariamente ou unicamente na religião dos acusados”,segundo a Comissão Americana para a Liberdade Religiosa Internacional.
Entre 2010 e 2016, ainda de acordo com a comissão, as autoridades iranianas detiveram centenas de cristãos.
Suhaib Nashi, presidente da Sociedade Madeísta dos EUA, disse temer pelo destino de muitas famílias mandeístas do grupo de Viena. Como os baha’i, os mandeístas, que seguem os ensinamentos de João Batista, não contam nem mesmo com a proteção nominal na constituição iraniana.
Uma família recebeu aprovação condicional para o status de refugiados numa carta de qualificação de março de 2017 analisada pelo New York Times. No mês passado, eles receberam uma notificação informando que não se qualificavam para a inscrição, “negada por questões internas”.
Uma porta-voz do departamento de estado disse em e-mail que as alterações no programa americano de admissão de refugiados em 2016 resultou num “maior número de negativas para o programa de refugiados de Viena”. Ela acrescentou que EUA, Áustria e outros países estavam trabalhando juntos na busca por alternativas para o grupo.
Goharek Garmemasihi, cristã armênia de Los Angeles, disse que patrocinou a vinda do irmão, da cunhada, sobrinha e sobrinho. Meses depois de chegarem a Viena no ano passado, os pais e a filha adolescente foram aprovados. As autoridades americanas informaram a eles que a aprovação do filho, que na época tinha 22 anos, ainda estava em análise. “Eles decidiram esperar juntos”, disse Goharek.
Catorze meses se passaram sem qualquer notícia. Em setembro, as autoridades convenceram os pais e a filha a partirem para os EUA, garantindo que o filho, um universitário de 23 anos, logo os seguiria, de acordo com Goharek e o sobrinho, que falou de Viena.
Há cerca de 10 dias, ele foi informado da resposta negativa. “Foi o pior dia da minha vida”, disse.*Informações UOL / #NOTÍCIAS DO MUNDO CRISTÃO
Morre pastor que foi conselheiro de presidentes dos EUA
Billy Graham levou o papel de evangelista a novo nível, pregando em estádios lotados e espalhando sua influência pelo mundo
O Estado de S.Paulo
21 Fevereiro 2018 | 10h50 Atualizado 21 Fevereiro 2018 | 21h22
NOVA YORK - O reverendo Billy Graham, filho de um fazendeiro da Carolina do Norte que pregou para milhões de pessoas em eventos em estádios – que chamou de “cruzadas” –, morreu ontem em sua casa aos 99 anos. Ele se tornou o pastor de presidentes e o evangelista cristão mais conhecido dos EUA durante mais de 60 anos.
Graham enfrentou vários problemas de saúde em seus últimos anos, incluindo câncer de próstata, hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro) e sintomas da doença de Parkinson.
Billy Graham morreu nesta quarta, aos 99 anos, em sua residência; ele é considerado o pastor mais ouvido da história Foto: Monica Almeida/The New York Times
Ele espalhou sua influência em todo o país e pelo mundo por meio de uma combinação de convicção religiosa, imponente presença de palco e o uso perspicaz de rádio, televisão e avançadas tecnologias de comunicação. Uma conquista central foi incentivar os protestantes evangélicos a recuperar a influência social que chegaram a exercer.
Mas, em seus últimos anos, Graham manteve distância do movimento político evangélico rejeitando apoiar candidatos e evitando questões sensíveis, cruciais para os conservadores religiosos. “Se eu entrar em tais assuntos, eles dividirão o público em relação a um problema que não é aquele que estou promovendo”, disse ele em entrevista, em 2005. “Estou promovendo apenas o Evangelho.”
Graham levou o papel de evangelista a um novo nível, tirando-o das tendas de lona nas pequenas cidades dos EUA para os palcos de estádios lotados nas principais cidades do mundo. Ele escreveu 30 livros e foi o primeiro a usar novas tecnologias de comunicação para fins religiosos. Durante sua “cruzada global” em Porto Rico, em 1995, seus sermões foram traduzidos simultaneamente para 48 idiomas e transmitidos para 185 países via satélite.
A posição de Graham como líder religioso era incomum: ao contrário do papa ou do dalai-lama, ele não falava para uma igreja em particular (embora ele fosse da Batista do Sul dos EUA) ou para uma pessoa em particular. Às vezes, ele parecia ocupar o papel de clérigo nacional. Ele leu as Escrituras no funeral do presidente Richard Nixon, em 1994, e ofereceu orações na Catedral Nacional para as vítimas do 11 de Setembro. Graham ajudou George W. Bush a deixar de beber, antes de se tornar presidente, e recebeu Barack Obama em sua casa, na Carolina do Norte, em 2010.
Seu alcance era global e ele foi recebido até mesmo por líderes como Kim Il-sung, da Coreia do Norte, que o convidou para pregar em igrejas autorizadas de Pyongyang. Quando mais jovem, Graham se tornou um modelo para aspirantes a evangelistas, levando muitos jovens a copiar seus gestos. O pastor, no entanto, não foi isento de críticas.
Billy Graham prega para milhares de pessoas no Madison Square Garden, em Nova York, em 1957 Foto: Larry Morris/The New York Times
No início de sua carreira, alguns importantes líderes e teólogos protestantes o acusaram de pregar uma mensagem simplista de salvação pessoal que ignorou a complexidade de problemas sociais como o racismo e a pobreza. Mais tarde, os críticos disseram que ele mostrava ingenuidade política ao manter um relacionamento público com Nixon, mesmo algum tempo depois do escândalo de Watergate.
Em 2007, a Associação Evangélica Billy Graham, com 750 funcionários, estimou que ele havia pregado o Evangelho para mais de 215 milhões de pessoas em mais de 185 países e territórios desde o início de suas cruzadas, em Michigan, em 1947. Ele alcançou outra centena de milhões pela TV e no cinema. “Isto não é evangelismo em massa”, Graham gostava de dizer, “mas evangelismo pessoal em escala de massa”. / NYT, TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO