sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O PAPA NO VATICANO CELEBRA MISSA CRIOLLA


11 Dezembro de 2014 | 05h34 - Actualizado em 11 Dezembro de 2014 | 14h38

Vaticano: Papa Francisco celebra "Missa Criolla" na basílica de São Pedro

Cidade do Vaticano - O papa Francisco presidirá sexta-feira a célebre "Missa Criolla", do compositor argentino Ariel Ramírez, na basílica de São Pedro, para homenagear a Virgem de Guadalupe, padroeira do continente americano.


Papa Francisco durante uma homilia
Foto: Clemente Santos
Pela primeira vez, desde que foi eleito Papa em 2013, Francisco celebrará na basílica de São Pedro uma missa marcada pelos ritmos tradicionais do folclore sul-americano, que foi composta há 50 anos.
A missa será concelebrada por 750 sacerdotes, a grande maioria latino-americanos, que estudam ou residem em Roma, e cinco cardeais.
A imagem da Virgem de Guadalupe será colocada aos pés do altar, cercada pelas bandeiras de todos os países latino-americanos.
Assuntos Internacional  
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PAPA DIZ QUE CRISTÃOS ESTÃOS ENDO EXPULSOS DO ORIENTE MEDIO

Papa diz que 'cristãos estão sendo expulsos do Oriente Médio'

postado em 06/12/2014 13:16
O Papa Francisco denunciou o exílio forçado dos cristãos "expulsos do Oriente Médio" em uma mensagem gravada em vídeo que será transmitida sábado à noite em Erbil, por ocasião da visita do cardeal Philippe Barbarin a capital do Curdistão iraquiano.
"Os cristãos estão sendo expulsos do Oriente Médio, em sofrimento", declarou o pontífice que apontou a responsabilidade dos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), sem contudo nomeá-lo, de acordo com o texto de seu discurso recebido pela AFP.
"É principalmente a culpa de um grupo extremista e fundamentalista que essas comunidades, especialmente cristãs e yazidis, mas outras também, precisaram partir, e todos são vítimas da violência desumana por causa de sua identidade étnica e religiosa", disse Francisco.
"Parece que essas pessoas não querem que sejamos cristãos", acrescentou.
A ofensiva lançada no início de junho pelo EI no Iraque forçou centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas. Entre eles, dezenas de milhares de cristãos, mas também milhares de yazidis, uma minoria que habita principalmente o norte do Iraque, encontraram refúgio no Curdistão.
Líderes muçulmanos e cristãos exortaram na quinta-feira os cristãos do Oriente Médio a não fugir da região, apesar das perseguições de grupos jihadistas, ecoando o apelo do Papa para a condenação da violência "terrorista" pelos líderes muçulmanos.
Durante sua visita ao Curdistão iraquiano, o Cardeal Barbarin, arcebispo de Lyon, visitará neste sábado campos de refugiados de maioria cristã no bairro cristão de Ainkawa.
Esta é a segunda viagem do cardeal a Erbil este ano.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

NO IRAQUE CRIANÇAS CRISTÃ SÃO DECAPITADAS POR MUÇULMANOS

No Iraque, crianças se recusam a negar Jesus e são decapitadas por extremistas do Estado Islâmico

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No Iraque, crianças se recusam a negar Jesus e são decapitadas por extremistas do Estado Islâmico O Estado Islâmico tem perseguido cristãos nos países onde atua e condenado à morte os reféns que não aceitam negar a Cristo e se converter ao islamismo. Mas a iminência da morte não convenceu quatro crianças a abandonar sua fé em Jesus.
De acordo com relatos do reverendo anglicano Andrew White, que atua em Bagdá, capital do Iraque, os militantes do Estado Islâmico ordenaram que as crianças (a mais velha com 15 anos de idade) afirmassem que se tornariam muçulmanas ou seriam mortas.
“Não. Nós amamos Yasua (Jesus). Temos sempre seguido Yasua”, responderam os quatro. A grafia Yasua é próxima à pronúncia em hebraico, Yeshua, que é traduzido como ‘Jesus’ no inglês e idiomas originários do latim, como o espanhol e o português.
White é conhecido como o “Vigário de Bagdá”, e narrou a comovente história das crianças cristãs à rede de TV CBN.
“Os quatro filhos [de cristãos capturados], todos menores de 15 anos, disseram: ‘Não, nós amamos Yasua. Temos sempre amado Yasua. Temos sempre seguido Yasua. Yasua sempre esteve com a gente’. [Os militantes] repetiram ‘Digam as palavras!’ [As crianças] disseram: ‘Não, nós não podemos fazer isso”, contou o reverendo.
Na sequência, os extremistas decapitaram os quatro. Segundo o Charisma News, White não especificou se ele testemunhou o martírio ou se a história chegou aos seus ouvidos por meio de outras testemunhas.
O reverendo também evitou especificar a região do Iraque onde isso teria acontecido, mas especula-se que o triste fato tenha acontecido na região de Mosul, onde havia a maior concentração de cristãos no país.
“Como você responde a isso?”, perguntou o reverendo retoricamente. “Você acaba chorando. Eles são meus filhos. Isso é o que temos atravessado. Isso é o que estamos passando”, lamentou o reverendo.
Ao final, ele contou a história de um homem que teria cedido à pressão dos extremistas: “[Militantes] disseram a um homem, um adulto: ‘Diga as palavras de conversão [ao islamismo] ou vamos matar todos os seus filhos’.  Ele estava desesperado. Ele disse as palavras. Então, ele me telefonou e disse: ‘[Pastor], eu disse as palavras, isso significa que Yasua não me ama mais? Eu sempre amei Yasua. Eu disse essas palavras, porque eu não podia ver meus filhos serem mortos’. Eu disse: ‘Jesus ainda o ama. Ele sempre vai te amar’”, concluiu o Vigário de Bagdá.
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DÍALOGO ENTRE A IGREJA CATÓLICA E ORTODOXA PASSA POR MOSCOU E NÃO ISTAMBUL

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Diálogo entre Católicos e Ortodoxos passa por Moscovo e não por Istambul

A visita do Papa Francisco a Istambul e os seus encontros com o Patriarca de Constantinopla não permite criar ilusões: a chave para a aproximação entre católicos e ortodoxos está em Moscovo.
Durante a sua visita à Turquia, o Papa Francisco fez vários gestos simbólicos e lançou apelos ao diálogo entre católicos e ortodoxos, que parecem ter sido ouvidos e apoiados pelo Patriarca de Constantinopla Bartolomeu, mas o problema é que a chave do diálogo entre essas duas correntes cristãs está nas relações entre Moscovo e o Vaticano. A Igreja Ortodoxa Russa é a mais numerosa quanto ao número de membros e quanto à influência política na Rússia.
Não foi por acaso que o Papa Francisco, na viagem de avião de regresso a Roma, declarou aos jornalistas: “Eu disse que vou aonde for necessário, chamai-me e eu vou. Ele [Kirill, Patriarca russo] manifestou o mesmo desejo”. Porém, a realização deste desejo enfrenta sérios obstáculos.
Não obstante o Papa Francisco ser mais “aceitável” para o clérigo ortodoxo russo, pois não é eslavo como João Paulo II e é “menos agressivo” no que respeita ao “proselitismo católico na Rússia”, a guerra na Ucrânia voltou a reacender ódios e inimizades também no campo religioso.
Grosso modo, os cristãos na Ucrânia estão divididos entre três grandes grupos: os ortodoxos que se mantêm fiéis ao Patriarcado de Moscovo, os ortodoxos que se reúnem em torno da Igreja Ortodoxa Ucraniana e os uniatas (católicos de rito oriental).
Quando da cerimónia da proclamação da “adesão da Crimeia à Rússia”, realizada no Kremlin com pompa e circunstância e na presença de altos dignitários políticos e religiosos, o Patriarca Kirill teve a sabedoria de estar ausente, pois isso contribuiria para afastar muito do rebanho ortodoxo ucraniano da Igreja Ortodoxa Russa.
Porém isso não faz com que, ao nível de bases, a guerra no Leste da Ucrânia esteja desprovida do “factor religioso”. São muitos os ucranianos que veem na Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo um “agente” do Kremlin e apoiante dos separatistas. Nos territórios ocupados da Ucrânia, grande parte dos ortodoxos não esconde a sua simpatia pró-russa. Como resultado, todos os grupos religiosos tentam tirar dividendos desta crise. Na parte ocidental e central do país, observa-se uma passagem de paróquias do Patriarcado de Moscovo para as Igrejas Ortodoxa Ucraniana e Uniata, e vice-versa na parte oriental.
É também de recordar que a Igreja Ortodoxa Russa sujeitou-se completamente ao estado laico a fim de conseguir maiores apoios e impor-se como culto dominante num país multi-religioso como a Rússia. Isto faz com que Kirill seja mais um dos condutores da política externa do Kremlin e, no meio de uma histeria anti-ocidental e anti-europeia como a que reina no país, é quase impossível ver a diferença entre a ideia da defesa do “território canónico tradicional”, defendida pela Igreja Ortodoxa Russa, e a ideia da “defesa do mundo russo”, proclamada pelo Kremlin.
É difícil imaginar o que levará a juntar os chefes máximos das Igrejas Católica Romana e Ortodoxa Russa. Os “valores tradicionais” poderiam ser uma das bases, mas até aqui as posições não são coincidentes.
Além disso, dentro das próprias Igrejas Ortodoxas existem questões difíceis de ultrapassar, nomeadamente no que diz respeita ao lugar do Patriarca de Constantinopla no mundo ortodoxo. Tradicionalmente, ele tem o “primado de honra”, mas Moscovo sublinha que isso não lhe dá o mesmo estatuto que tem o Bispo de Roma entre os bispos católicos.
O metropolita Ilarion, chefe das Relações Externas do Patriarcado de Moscovo, afirma em relação ao Concílio Mundial Ortodoxo que está previsto realizar-se em 2016: “O presidente será o ‘primeiro entre iguais’ [Patriarca de Constantinopla], mas ele irá estar rodeado por representantes de outras igrejas ortodoxas autocéfalas. Desse modo, o quadro externo do concílio não fará lembrar um concílio católico, onde o Papa está à cabeça e todos os restantes bispos na sala. Ele irá antes reflectir a doutrina ortodoxa sobre a Igreja, segundo a qual as igrejas ortodoxas autocéfalas são chefiadas por chefes iguais em dignidade: patriarcas, metropolitas e arcebispos”.
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