quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

LÍDERES JUDEUS CRISTÃOS E MUÇULMANOS UNIDOS CONTRA A ESCRAVIDÃO


Líderes cristãos, judeus e muçulmanos assinam acordo de combate à escravidão moderna

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Líderes cristãos, judeus e muçulmanos assinam acordo de combate à escravidão moderna Um dos principais males globais do mundo contemporâneo é o tráfico de pessoas, conhecido como escravidão moderna. Em um gesto simbólico, diversos líderes religiosos, incluindo o papa Francisco, assinaram um manifesto que pede o fim da servidão até 2020.
Aproximados pelos princípios de empatia, amor, respeito e igualdade, os representantes do protestantismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo e outras religiões disseram que era “humanamente imperativo e moral” que o tráfico de seres humanos para trabalho forçado, prostituição e venda de órgãos tenha um fim.
O arcebispo de Canterbury Justin Welby, chefe da Comunhão Anglicana, esteve presente na cerimônia, além de representantes do patriarca ecumênico Bartolomeu I, da Igreja Ortodoxa, e o imã de Al-Azhar do Egito, Ahmed Mohamed Ahmed el-Tayeb.
Os signatários também se comprometeram a fazer tudo que estiver ao seu alcance para que os 35 milhões de pessoas, aproximadamente, que hoje estão em cativeiros ao redor do mundo sejam libertados.
“Escravidão moderna [significa] não respeitar a convicção fundamental de que todas as pessoas são iguais e têm a mesma liberdade e dignidade”, disse o comunicado conjunto, de acordo com informações do Religion News Service.
“Comprometemo-nos aqui hoje fazer tudo ao nosso alcance, dentro das nossas comunidades de fé e não só, trabalhar em conjunto para a liberdade de todos aqueles que são escravizados e traficados para que seu futuro possa ser restaurada”, acrescentou o texto do documento, assinado na última terça-feira, 02 de dezembro.
O papa Francisco afirmou que a escravidão moderna é um “terrível flagelo”, e foi apoiado pelos rabinos Abraham Skorka e David Rosen, que é diretor internacional de assuntos inter-religiosos do Comitê Judaico Americano.
Desde que foi eleito pontífice da Igreja Católica, o papa Francisco se pronunciou diversas vezes contra o tráfico de pessoas. Na última terça, ele enfatizou o direito que cada ser humano possui de ser livre e digno.
O empresário e filantropo australiano Andrew Forrest, um dos principais ativistas contra a escravidão moderna, comemorou a reunião ecumênica pelo fim do tráfico de pessoas: “A declaração de hoje é sem precedentes. É a primeira vez na história que tanto sunitas e xiitas se juntaram [às igrejas] Católica, Anglicana e Ortodoxa, bem como judeus, hindus e budistas para trabalhar publicamente em conjunto para eliminar a escravidão. É fundamental que os líderes religiosos conduzam a sociedade para exigir o fim da escravidão moderna de uma vez por todas”, observou Forrest, que é chefe da Fundação Free Walk, uma parceira da Rede Global da Liberdade.

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Líderes cristãos, judeus e muçulmanos assinam acordo de combate à escravidão moderna Um dos principais males globais do mundo contemporâneo é o tráfico de pessoas, conhecido como escravidão moderna. Em um gesto simbólico, diversos líderes religiosos, incluindo o papa Francisco, assinaram um manifesto que pede o fim da servidão até 2020.
Aproximados pelos princípios de empatia, amor, respeito e igualdade, os representantes do protestantismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo e outras religiões disseram que era “humanamente imperativo e moral” que o tráfico de seres humanos para trabalho forçado, prostituição e venda de órgãos tenha um fim.
O arcebispo de Canterbury Justin Welby, chefe da Comunhão Anglicana, esteve presente na cerimônia, além de representantes do patriarca ecumênico Bartolomeu I, da Igreja Ortodoxa, e o imã de Al-Azhar do Egito, Ahmed Mohamed Ahmed el-Tayeb.
Os signatários também se comprometeram a fazer tudo que estiver ao seu alcance para que os 35 milhões de pessoas, aproximadamente, que hoje estão em cativeiros ao redor do mundo sejam libertados.
“Escravidão moderna [significa] não respeitar a convicção fundamental de que todas as pessoas são iguais e têm a mesma liberdade e dignidade”, disse o comunicado conjunto, de acordo com informações do Religion News Service.
“Comprometemo-nos aqui hoje fazer tudo ao nosso alcance, dentro das nossas comunidades de fé e não só, trabalhar em conjunto para a liberdade de todos aqueles que são escravizados e traficados para que seu futuro possa ser restaurada”, acrescentou o texto do documento, assinado na última terça-feira, 02 de dezembro.
O papa Francisco afirmou que a escravidão moderna é um “terrível flagelo”, e foi apoiado pelos rabinos Abraham Skorka e David Rosen, que é diretor internacional de assuntos inter-religiosos do Comitê Judaico Americano.
Desde que foi eleito pontífice da Igreja Católica, o papa Francisco se pronunciou diversas vezes contra o tráfico de pessoas. Na última terça, ele enfatizou o direito que cada ser humano possui de ser livre e digno.
O empresário e filantropo australiano Andrew Forrest, um dos principais ativistas contra a escravidão moderna, comemorou a reunião ecumênica pelo fim do tráfico de pessoas: “A declaração de hoje é sem precedentes. É a primeira vez na história que tanto sunitas e xiitas se juntaram [às igrejas] Católica, Anglicana e Ortodoxa, bem como judeus, hindus e budistas para trabalhar publicamente em conjunto para eliminar a escravidão. É fundamental que os líderes religiosos conduzam a sociedade para exigir o fim da escravidão moderna de uma vez por todas”, observou Forrest, que é chefe da Fundação Free Walk, uma parceira da Rede Global da Liberdade.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A VISITA DO PAPA FRANCISCO Á TURQUIA

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DIVINA LITURGIA
PALAVRAS DO SANTO PADRE
Igreja Patriarcal de São Jorge, Istambul
Domingo, 30 de Novembro de 2014


Santidade, caríssimo irmão Bartolomeu!
Muitas vezes, como arcebispo de Buenos Aires, participei na Divina Liturgia das comunidades ortodoxas presentes naquela cidade, mas poder encontrar-me hoje nesta Igreja Patriarcal de São Jorge para a celebração do Santo Apóstolo André, o primeiro chamado e irmão de São Pedro, patrono do Patriarcado Ecuménico, é verdadeiramente uma graça singular que o Senhor me dá.
Encontrar-nos, olhar o rosto um do outro, trocar o abraço de paz, rezar um pelo outro são dimensões essenciais do caminho para o restabelecimento da plena comunhão para a qual tendemos. Tudo isto precede e acompanha constantemente a outra dimensão essencial do referido caminho que é o diálogo teológico. Um autêntico diálogo é sempre um encontro entre pessoas com um nome, um rosto, uma história, e não apenas um confronto de ideias.
Isto vale sobretudo para nós, cristãos, porque, para nós, a verdade é a pessoa de Jesus Cristo. O exemplo de Santo André – que, juntamente com outro discípulo, acolheu o convite do Divino Mestre: «Vinde e vereis» e «ficaram com Ele nesse dia» (Jo 1, 39) – mostra-nos claramente que a vida cristã é uma experiência pessoal, um encontro transformador com Aquele que nos ama e nos quer salvar. Também o anúncio cristão se difunde graças a pessoas que, apaixonadas por Cristo, não podem deixar de transmitir a alegria de serem amadas e salvas. Aqui, mais uma vez, é esclarecedor o exemplo do Apóstolo André. Depois de ter seguido Jesus até onde habitava e ter-se demorado com Ele, «encontrou primeiro o seu irmão Simão e disse-lhe: “Encontrámos o Messias!” – que quer dizer Cristo. E levou-o até Jesus» (Jo 1, 40-42). Fica, assim, claro que nem sequer o diálogo entre cristãos pode subtrair-se a esta lógica do encontro pessoal.
Por isso, não foi por acaso que o caminho de reconciliação e de paz entre católicos e ortodoxos tenha sido, de alguma forma, inaugurado por um encontro, por um abraço entre os nossos venerados Predecessores, o Patriarca Ecuménico Atenágoras e o Papa Paulo VI, há cinquenta anos, em Jerusalém, um acontecimento que Vossa Santidade e eu quisemos recentemente comemorar encontrando-nos de novo na cidade onde o Senhor Jesus Cristo morreu e ressuscitou.
Por feliz coincidência, esta minha visita acontece poucos dias depois da celebração dos cinquenta anos da promulgação do Decreto do Concílio Vaticano II  sobre a busca da unidade de todos os cristãos, Unitatis redintegratio. Trata-se de um documento fundamental com que foi aberta uma nova estrada para o encontro entre os católicos e os irmãos de outras Igrejas e Comunidades eclesiais.
Em particular, com tal Decreto, a Igreja católica reconhece que as Igrejas ortodoxas «têm verdadeiros sacramentos e principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais permanecem ainda unidas connosco por vínculos muito íntimos» (n. 15). Consequentemente, afirma-se que, para guardar fielmente a plenitude da tradição cristã e levar a termo a reconciliação dos cristãos do Oriente e do Ocidente, é de extrema importância conservar e sustentar o riquíssimo património das Igrejas do Oriente, não só no que diz respeito às tradições litúrgicas e espirituais, mas também as disciplinas canónicas, sancionadas pelos santos padres e pelos concílios, que regulam a vida dessas Igrejas (cf. nn. 15-16).
Considero importante reiterar o respeito deste princípio como condição essencial e recíproca para o restabelecimento da plena comunhão, que não significa submissão de um ao outro nem absorção, mas sim acolhimento de todos os dons que Deus deu a cada um para manifestar ao mundo inteiro o grande mistério da salvação realizado por Cristo Senhor por meio do Espírito Santo. Quero assegurar a cada um de vós que, para se chegar à suspirada meta da plena unidade, a Igreja católica não tem intenção de impor qualquer exigência, excepto a da profissão da fé comum, e que estamos prontos a buscar juntos, à luz do ensinamento da Escritura e da experiência do primeiro milénio, as modalidades pelas quais garantir a necessária unidade da Igreja nas circunstâncias actuais: a única coisa que a Igreja católica deseja e que eu procuro como Bispo de Roma, «a Igreja que preside na caridade», é a comunhão com as Igrejas ortodoxas. Esta comunhão será sempre fruto do amor «que foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5, 5), amor fraterno que dá expressão ao vínculo espiritual e transcendente que nos une como discípulos do Senhor.
No mundo actual, erguem-se com intensidade vozes que não podemos deixar de ouvir, pedindo às nossas Igrejas que vivam plenamente como discípulos do Senhor Jesus Cristo.
A primeira destas vozes é a dos pobres. No mundo, há demasiadas mulheres e demasiados homens que sofrem por desnutrição grave, pelo desemprego crescente, pela alta percentagem de jovens sem trabalho e pelo aumento da exclusão social, que pode induzir a actividades criminosas e até mesmo ao recrutamento de terroristas. Não podemos ficar indiferentes perante as vozes destes irmãos e irmãs. Estão-nos pedindo não só que lhes demos uma ajuda material, necessária em muitas circunstâncias, mas sobretudo que os ajudemos a defender a sua dignidade de pessoas humanas, de modo que possam reencontrar as energias espirituais para levantarem e voltarem a ser protagonistas das suas histórias. Além disso pedem-nos para lutar, à luz do Evangelho, contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de um trabalho digno, da terra e da casa, a negação dos direitos sociais e laborais. Como cristãos, somos chamados a vencer, juntos, a globalização da indiferença – que, hoje, parece deter a supremacia – e a construir uma nova civilização do amor e da solidariedade.
Uma segunda voz que brada forte é a das vítimas dos conflitos em muitas partes do mundo. Esta voz, ouvimo-la ressoar muito bem a partir daqui, porque algumas nações vizinhas estão marcadas por uma guerra atroz e desumana. Penso com profunda amargura nas muitas vítimas do desumano e insensato atentado que nestes dias atingiu os fiéis muçulmanos que rezavam na mesquita de kano, na Nigéria. Turvar a paz de um povo, cometer ou consentir qualquer género de violência, especialmente contra pessoas frágeis e indefesas, é um pecado gravíssimo contra Deus, porque significa não respeitar a imagem de Deus que está no homem. A voz das vítimas dos conflitos impele-nos a avançar apressadamente no caminho de reconciliação e comunhão entre católicos e ortodoxos. Aliás, como podemos anunciar com credibilidade o Evangelho de paz que vem de Cristo, se entre nós continuam a existir rivalidades e contendas? (cf. Paulo VI, Exort. ap. Evangelium nuntiandi, 77).
Uma terceira voz que nos interpela é a dos jovens. Hoje, infelizmente, há tantos jovens que vivem sem esperança, dominados pelo desânimo e a resignação. Além disso, influenciados pela cultura dominante, muitos jovens buscam a alegria apenas na posse de bens materiais e na satisfação das emoções do momento. As novas gerações não poderão jamais adquirir a verdadeira sabedoria e manter viva a esperança, se nós não formos capazes de valorizar e transmitir o autêntico humanismo, que brota do Evangelho e da experiência milenar da Igreja. São precisamente os jovens – penso, por exemplo, nas multidões de jovens ortodoxos, católicos e protestantes que se reúnem nos encontros internacionais organizados pela comunidade de Taizé – são eles que hoje nos pedem para avançar rumo à plena comunhão. E isto, não porque eles ignorem o significado das diferenças que ainda nos separam, mas porque sabem ver mais além, são capazes de captar o essencial que já nos une.
Amado irmão, caríssimo irmão, estamos já a caminho, a caminho para a plena comunhão e já podemos viver sinais eloquentes de uma unidade real, embora ainda parcial. Isso nos conforta e sustenta na prossecução deste caminho. Temos a certeza de que, ao longo desta estrada, somos apoiados pela intercessão do Apóstolo André e do seu irmão Pedro, considerados pela tradição os fundadores das Igrejas de Constantinopla e de Roma. Imploramos de Deus o grande dom da unidade plena e a capacidade de o acolher nas nossas vidas. E não nos esqueçamos jamais de rezar uns pelos outros.



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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O ESTADO ISLÁMICO MATA HOMOSEXUAIS

O Estado Islâmico lapida dois "gay" na Síria

O Estado Islâmico (EI) apedrejado dois jovens "para cometer atos que violam decência com homens" na província síria de Deir al-Zur, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou.
A ONG, citando ativistas na área, disse um dos jovens, 20 anos de idade, foi apedrejado até a morte depois de ter sido capturado por membros do grupo extremista que encontrou em suas fotografias de telefonia móvel que supostamente os jovens que cometem práticas "indecente" com outros homens.
A vítima foi executada em uma rotatória na aldeia de Al Mayādīn frente de dezenas de pessoas, incluindo crianças.
Por outro lado, um outro jovem foi apedrejado no bairro
Hamidiya, na cidade de Deir al-Zur, capital provincial, por ter feito "contrários aos bons costumes" age com outros homens, de acordo com os islamistas. O Estado Islâmico assumiu com os cadáveres dos executados, sem permitir que o enterro ou a entrega a suas famílias.
O grupo jihadista autodenominado Estado Islâmico declarou um califado no final de junho no Iraque e na Síria, que tomaram partes do território do norte e central de ambos os países.
No dia 13, o Estado Islâmico emitiu uma gravação atribuída a seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, que anunciou a expansão do califado para o Golfo Pérsico e Norte da África, onde outras organizações extremistas juraram lealdade. EFE

EL PAPA FRANCISCO EN TURQUIA

Publicado 30/11/2014 10:01
Mundo Judío
El papa Francisco se reunió con el Gran Rabino de Turquía


El papa Francisco se reunió con el Gran Rabino de Turquía, Isak Haleva, en la representación pontificia en Estambul, residencia del pontífice durante su estancia en esta ciudad.
Con el encuentro Bergoglio inició la agenda oficial de su tercera y última jornada de su viaje a Turquía, aunque antes celebró una misa privada en la representación pontificia.
La reunión con el representante de los judíos en Turquía completa la serie de contactos con otras religiones presentes en este país, después de que el sábado lo hiciera con musulmanes y ortodoxos, además de las otras iglesias cristianas.
El Gran Rabino Haleva fue elegido para el cargo en 2002 y ostenta el título de "Hahambashi", que reúne en un
vocablo el término turco "jefe" con el hebreo de "sabio". La antigua comunidad judía en Turquía se fortaleció como consecuencia de llegada de numerosos hebreos expulsados de España en 1492.
A comienzos del siglo XX residían en Turquía unos 100 mil judíso pero su número se redujo considerablemente por la emigración hacia Norteamérica e Israel.
La comunidad hebrea en Turquía es, según la documentación de Radio Vaticano en relación con el viaje del papa a Turquía, la segunda por su número en un país islámico después de la de Irán y se compone actualmente de unas 25 mil personas, la mayor parte de ellas residentes en Estambul y Esmirna.
El Gran Rabino ya se reunió el 30 de noviembre de 2006 con el anterior papa, Benedicto XVI, cuando este realizó su viaje a Turquía. EFE y Aurora

SACERDOTE ÁRABE DENUNCIA PERSECUCIÓN A CRISTIANOS

Sacerdote árabe denuncia la persecución de cristianos


El sacerdote árabe Khalil Jarr denunció que alrededor de 15 mil cristianos han tenido que abandonar la ciudad iraquí de Mosul, ubicada en el norte de ese país, ante las amenazas de los jihadistas del Estado Islámico (EI), que domina la localidad desde el pasado 10 de junio.
Jarr, que se encuentra en Bogotá para acompañar los actos de instauración de "Ayuda a la Iglesia que sufre", un organismo vinculado al Vaticano, explicó que este éxodo se produjo ante la amenaza de "la espada".
"Un viernes (día del rezo Yumu'ah para los musulmanes), el imán dijo por los altavoces públicamente que daban a los cristianos 24 horas y tres opciones: convertirse al Islám, pagar el dimma (impuesto para los "pueblo del Libro", cristianos y judíos") o dejar el país", comentó.
Ante esa posibilidad y la elevada cantidad del tributo que reclamaban los líderes del Estado Islámico, todos los cristianos que habitaban la ciudad, la tercera más grande del país, tomaron la determinación de "dejar todo y salir" puesto que no les autorizaron a llevar consigo pertenencias.
Todo ello lleva a Jarr a afirmar que los cristianos "están viviendo una persecución oficial y declarada" solamente por razón de su fe.
Asimismo confirmó que en el territorio bajo dominio del autodenominado Estado Islámico se están produciendo crucifixiones, esclavizaciones o masacres a comunidades como la yazidí, minoría preislámica que profesa una de las microrreligiones más antiguas y contumaces del mundo.
Gracias al apoyo del rey de Jordania, Abdallah II que ha abierto sus fronteras a los refugiados, el sacerdote ha conseguido dar cobijo a muchos de los cristianos que han abandonado Mosul y que actualmente se refugian bajo el techo de su iglesia en Ammán, donde "pasan el tiempo perdidos, llorando".
Entre las personas que se refugian en territorio jordano, Jarr ha escuchado historias del horror durante la huida de Mosul y el trayecto
por el desierto hasta llegar a Ammán. Entre esas crónicas las que más le impactaron fueron las de dos niños. Uno de ellos tuvo que dejar el biberón de leche que llevaba entre sus manos porque los cristianos fueron obligados a abandonar los dominios del Estado Islámico "sin llevar nada".
En otra ocasión, según explicó, vio a una niña con graves heridas infectadas en sus orejas, al preguntar a la madre la razón de esa enfermedad, esta le explicó que "se olvidó de quitarle los pendientes" y un jihadista al verlo tiró de ellos y le desgarró los lóbulos.
La caminata por el polvo del desierto en condiciones de muy poca higiene y sin asistencia médica hizo que las orejas de la niña se infectaran gravemente.
Preguntado por cómo puede explicarse una situación así en pleno siglo XXI, Jarr, nacido en Belén pero con nacionalidad jordana, transmitió esa inquisición "a los defensores de los Derechos Humanos y a los que dicen que son civilizados".
"¿Por qué están callados ante esta persecución injusta, dónde están?", interpeló el clérigo.
En este sentido también subrayó que él tiene amigos musulmanes que permanecen callados porque "o están de acuerdo o tienen miedo". Sea como fuere para el sacerdote, que también fue refugiado, "es una pena".
En su opinión es necesario que se tomen medidas contra el Estado Islámico, tal y como hicieron "hace más de diez años en el caso de Bosnia-Herzegovina", cuando la OTAN "intervino con fuerza para acabar con la matanza".
Además y según subrayó, los recientes ataques de la coalición que lidera Estados Unidos "no hicieron nada".
En referencia a los ataques anteriores de Occidente contra Afganistán e Irak, denominados como nuevas Cruzadas por parte de los árabes, lo que radicalizó algunas posiciones, Jarr dijo que no cree que una posible ofensiva cree nuevos jihadistas.
"Siempre hablan de las Cruzadas. No queremos una Cruzada,