sexta-feira, 15 de agosto de 2014

haskara 3 jovens

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                                                                                                            Foto: Vagner Campos/A2 Comunicação

Haskará Três Jovens


Lá se foram três vidas. Três jovens estudiosos. Retirados de seu meio ambiente para a morte. Foram  literalmente roubados de seu futuro para um fim sangrento.


Eyal Yifrach, de 19 anos, Naftali Fraenkel de 16 anos e  Gilad Shaar, também de 16, foram sequestrados e mortos  pelos terroristas do Hamas.


É triste imaginar a agonia destes três jovens nas mãos de terroristas, pegos para moeda de barganha e descartados  até mesmo antes disso. É infame imaginar seus pais e familiares reféns de uma situação política.


Nosso povo se uniu em busca destes jovens como nunca, em todos os cantos do mundo, numa esperança infrutífera  de resgatá-los com vida, na vã expectativa de que os guerrilheiros do Hamas pudessem ter alguma dignidade e  devolver Eyal, Naftali e Gilad com vida para suas famílias.


Judeus do mundo todo iniciaram uma campanha para  exigir a volta destes jovens violentamente arrancados de sua rotina diária, e em todas as partes do planeta vimos  cartazes exigindo a volta de nossos rapazes.


BRING BACK OUR BOYS.


Fomos ingênuos. O terrorismo não conhece os limites da  humanidade.


Desejo salientar que no campo da política internacional, o que aconteceu foi uma vergonha. Houve organismos que  duvidaram da assinatura do Hamas neste sequestro e  chegaram até a culpar Israel, conjeturando que o país teria  planejado isso para implodir o governo de unidade entre  Fatah e Hamas.


A campanha de difamação contra o pequeno estado judeu  chega realmente a extremos.


Independentemente destas posições esdrúxulas, o  repúdio internacional ao sequestro foi pífio e Israel esteve  quase sozinho na busca incansável dos terroristas que  perpetraram este ato.


Ao fim, só o que recebemos foram três corpos. Eyal, Naftal e Gilad não estarão mais conosco.


Assistimos comovidos toda uma nação de luto, chorando ao  enterrar estes três jovens.


Infelizmente, vimos a paz tornar-se mais distante  e uma guerra se instalou entre o Estado de Israel e os  terroristas do Hamas, aqueles que não dão valor a qualquer vida  humana, nem mesmo às do seu próprio povo.


Que não tenhamos que trazer mais nenhum de nossos  meninos de volta, para que não choremos os seus corpos.


A nação e o povo judeu estão de luto. De novo.


Floriano Pesaro

Sociólogo e Vereador


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

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papa pede á onu para que acabe com conflicto

Papa pede à ONU que acabe com violência no Iraque

"Coloco ante o senhor as lágrimas, os sofrimentos e os gritos desesperados dos cristãos e das minorias religiosas da amada terra do Iraque"

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Papa Francisco pediu por carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que faça o que estiver a seu alcance para acabar com a violência contra as minorias religiosas no norte do Iraque, anunciou o Vaticano.

"As experiências trágicas do século XX e compreensão mais elementar da dignidade humana obrigam a comunidade internacional, em particular em virtude das regras e mecanismos do direito internacional, a fazer todo o possível para parar e prevenir qualquer violência sistemática contra minorias étnicas e religiosas", afirma o Papa na mensagem datada de 9 de agosto.

"Os ataques violentos que estão se estendendo por todo o norte do Iraque não pode senão despertar as consciências de todos os homens e mulheres de boa vontade para cumprir ações concretas de solidariedade, para proteger os que são agredidos e ameaçados pela violência e para assegurar a assistência necessária aos inúmeros refugiados, assim como também a volta a suas cidades e seus lares", alerta o pontífice argentino.

O Papa afirma acreditar que seu apelo e o dos Patriarcas Orientais e demais líderes religiosos da região encontre "uma resposta positiva".

Francisco reitera sua "proximidade espiritual", assim como sua "preocupação e de toda a Igreja católica pelo intolerável sofrimento daqueles que apenas desejam viver em paz, harmonia e liberdade na terra de seus antepassados".

"Com o mesmo espírito, eu escrevo ao senhor Secretário-Geral daONU e coloco ante o senhor as lágrimas, os sofrimentos e os gritos desesperados dos cristãos e das minorias religiosas da amada terra do Iraque", conclui.

Os esforços internacionais se intensificavam nesta quarta-feira para retirar milhares de deslocados pelo avanço dos jihadistas.

Segundo fontes da Igreja caldeia do Iraque, 100.000 cristãos foram expulsos de suas casas e estão vivendo nas ruas depois que os jihadistas tomaram o controle de localidades no norte do país.

(AFP)