quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

arautos:Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017.


Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017.

Santo do dia: São Policarpo, Bispo e mártir; Beata Rafaela Ybarra de Vilallonga, fundadora
Cor litúrgica: vermelho
Evangelho do dia: São Marcos 9, 41-50
Primeira leitura: Eclesiástico 5, 1-10
Leitura do Livro do Eclesiástico:
1Não confies nas tuas riquezas e não digas: 'Basta-me viver!' 2Não deixes que tua força te leve a seguir as paixões do coração. 3Não digas: 'Quem terá poder sobre mim?' ou: 'Quem me fará prestar contas das minhas ações?', pois o Senhor, com certeza, te castigará. 4Não digas: 'Pequei, e que de mal me aconteceu?', pois o Altíssimo é paciente. 5Não percas o temor por causa do perdão, cometendo pecado sobre pecado. 6Não digas: 'A misericórdia do Senhor é grande, ele me perdoará a multidão dos meus pecados!', 7pois dele procedem misericórdia e cólera, e sua ira se abate sobre os pecadores. 8Não demores em voltar para o Senhor, e não adies de um dia para outro, 9pois a sua cólera vem de repente e, no dia do castigo, serás aniquilado. 10Não te apóies em riquezas injustas, pois elas de nada te valerão no dia da desgraça.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 1
- Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
R: É feliz quem a Deus se confia!
- Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
R: É feliz quem a Deus se confia!
- Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
R: É feliz quem a Deus se confia!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9, 41-50
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13):
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 41Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. 42E se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. 43Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. 45Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. 47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48'onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga'.' 49Pois todos hão de ser salgados pelo fogo. 50Coisa boa é o sal. Mas se o sal se tornar insosso, com que lhe restituireis o tempero? Tende, pois, sal em vos mesmos e vivei em paz uns com os outros.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

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Celebração ecumênica reúne católicos e luteranos na Terra Santa

Celebração em Amã deu continuidade ao espírito que marcou oração comum na Catedral de Lund - ANSA
17/02/2017 18:58
Amã (RV) -  Em comemoração aos anos de cooperação e diálogo já nutridos na Terra Santa, os líderes da Igreja Evangélica Luterana na Jordânia e na Terra Santa (ELCJHL) e o Patriarcado Latino de Jerusalém (LPJ) deram um compromisso visível de unidade à suas comunidades no Oriente Médio, celebrando conjuntamente no último domingo na Igreja Evangélica Luterana do Bom Pastor, em Amã, na Jordânia.
 
Os líderes de ambas as Igrejas de Jerusalém - o Bispo Munib Younan da Igreja Evangélica Luterana e Dom Pierbattista Pizzaballa, do Patriarcado Latino - co-presidiram a celebração e proferiram as homilias em conjunto, no templo que serve como modelo para as relações ecumênicas na região.
"O ecumenismo não vem apenas através do diálogo teológico, mas através de amizades e confiança. Somos gratos pela amizade e confiança que nos aproximará ainda mais como luteranos e católicos", afirmou Dom Munib Younan na celebração
A oração comum em Amã foi uma continuidade do histórico encontro na Catedral de Lund, Suécia, em 31 outubro de 2016, quando luteranos e católicos recordaram conjuntamente os 500 anos da Reforma. A Oração Comum em Lund reuniu o Papa Francisco, o Presidente da Federação Luterana Mundial (LWF), Bispo Munib Younan, e o Secretário-Geral da FLM, Rev. Dr. Martin Junge.
Em nível local, líderes e membros das duas denominações se reuniram para dar continuidade ao caminho de cura das feridas e reconciliação testemunhado em Lund.
A Igreja Luterana do Bom Pastor estava repleta, com a presença de católicos e luteranos. Estavam presentes cerca de 20 clérigos representando cada Igreja, incluindo o Núncio Apostólico na Cisjordânia, o Arcebispo Alberto Ortega Martin, além de outros líderes da Igreja Ortodoxa, Anglicana, Síria e outras Igrejas.
"Mesmo com o tempo chuvoso e frio, a igreja estava lotada. Alguns [participantes] perguntaram: “Por que não fizemos isso antes"”, disse Younan.
"[A Oração Comum] foi um momento espiritual e devocional de comemoração da Reforma, mas celebramos a unidade na diversidade", disse ele.
A Liturgia da Oração Comum foi adaptada e traduzida pelo Pastor Isaac da Igreja Luterana e pelo Vigário Dom William Shomali do Patriarcado Latino.
"O que aconteceu em Lund deve ocorrer em todos os níveis. Unidade não é simplesmente entre os líderes das Igrejas. Não foi um simples encontro, em que depois voltamos, cada um para a sua própria vida na Igreja. Esperamos que mais iniciativas aconteçam em níveis menores - nas cidades e nos povoados”, disse o Rev. Munther Isaac, Pastor da Igreja Luterana em Belém.
Ação de Graças, arrependimento e testemunho conjunto
A Liturgia teve início com a oração, seguida pela ação de graças pela contribuição de cada Igreja para o mundo, confissão e arrependimento dos pecados cometido de ambos os lados, além de um compromisso em se concentrar nos cinco imperativos ecumênicos do documento "Do Conflito à Comunhão: Comemoração comum da Reforma 2017”, publicado pela Federação Luterana Mundial e pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, após 50 anos de diálogo prévio.
Antes da celebração no domingo, uma tradução em árabe do documento foi distribuída aos presentes. Algumas cópias estavam disponíveis antes e depois da Oração Comum.
Enquanto algumas orações seguiam literalmente a estrutura da Liturgia da Oração Comum, outras pediram a Deus por específicas necessidades, como pelos refugiados, pelo Oriente Médio e pela a Jordânia. Católicos e luteranos alternavam-se na condução da celebração, como ocorrido na Catedral de Lund.
"O que aconteceu [esta noite] é contra a divisão, contra a guerra e o conflito de que existe em demasia no Oriente Médio", disse o Rev. Isaac.
"A celebração foi incrível. Sentimos o Espírito nos guiar. Havia um sentimento de alegria e reverência. Foi respectivo, ambas as nossas Igrejas se uniram com um entusiasmo, tanto os Bispos, o clero e o povo". "É como se houvesse uma sede de unidade em nossa região".
Em sua homilia inspirada no Evangelho de São João 15, 1-5, o mesmo texto proclamado em Lund, o Arcebispo Pizzaballa foi enfático sobre a importância da unidade entre as Igrejas de Jerusalém: "Onde há divisão, não estamos dando o fruto que Jesus espera de nós".
No sábado, 18 de fevereiro, as duas Igrejas se encontrarão novamente em Belém, para uma segunda oração conjunta, desta vez na  Igreja católica de Santa Catarina. Enquanto a celebração na na Igreja do Bom Pastor na Jordânia utilizou hinos e tradições luteranas, a oração comum na Igreja de Santa Catarina seguirá hinos e tradições católicas, e permitirá que os moradores da Palestina participem da comemoração da reforma.
"A unidade cristã é uma testemunha viva. Unidade é o único caminho para a reconciliação ", sublinhou Younan.
(LWF /JE)
17/02/2017 18:58

SIONISMO

SIONISMO

HISTÓRIA GERAL

O Sionismo foi um movimento nacionalista judaico iniciado nas décadas finais do século XIX, na Europa, e teve por objetivo principal a criação do Estado Judaico.
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  • O que é sionismo?
Sionismo é um termo que deriva da palavra hebraica “Tzion”, Sião, que significa “cume,” “lugar elevado”, “monte”. Sião é uma das colinas próximas a Jerusalém, que foi conquistada pelo rei Davi, e é considerado um dos lugares sagrados das três religiões abraâmicas: cristianismo, judaísmo e islamismo. Aparecido no fim do século XIX, o sionismo foi um movimento nacionalista judaico que tinha por objetivo central a defesa da formação de uma nação judaica, bem como da criação do Estado judeu, ou uma Eretz Israel, isto é, a “Terra de Israel”.
  • Criador do termo
O criador do termo “sionismo” foi o jornalista judeu e austríaco Nathan Birnbaum (1864-1937). Birnbaum empregou a palavra pela primeira vez em um debate público realizado em Viena, em 23 de janeiro de 1892. Esse jornalista foi um dos pioneiros no combate aberto ao antissemitismo presente na Europa e em outras partes do mundo nessa época. Na década de 1880, especificamente entre os anos de 1881 e 1883, os massacres (chamados de pogroms) promovidos contra a comunidade judaica russa pela polícia secreta do czar Alexandre III, a Okhrana, escandalizaram o mundo. A defesa da criação de um Estado nacional judeu começou a tornar-se forte nessa época em virtude de ações como essa. Antes mesmo de haver o I Congresso Sionista, que organizaria as propostas do movimento, muitos judeus da Rússia e de outras regiões começaram a migrar para a Palestina (então sob o domínio otomano) e lá se estabelecerem.
  • A primeira Aliya (1882), o Affair Dreyfus e o I Congresso Sionista (1897)
Alguns líderes religiosos, como o rabino Yehudá Alkalay (nascido na Sérvia), já haviam se estabelecido na Palestina no início do século XX. Sua geração e a geração de imigrantes do início dos anos 1880, da chamada primeira Alyia, começaram a traçar as primeiras formas de negociação com o Império Otomano para a compra de terras na Palestina. Entretanto, as terras compradas tinham apenas caráter de colônia, e não de Estado.
Em 1894, um novo escândalo internacional envolvendo um oficial judeu do Exército francês acendeu novamente o problema do antissemitismo. Tratava-se do Affair Dreyfus (Caso Dreyfus). Dreyfus, que era de família judaica, foi acusado injustamente de traição por conspiradores do Exército, que diziam que ele forneceu informações de inteligência militar para o Exército alemão. Dreyfus foi julgado e condenado a cumprir pena na Ilha do Diabo. Muitos intelectuais destacaram-se na defesa pública de Dreyfus à época. Um deles era o famoso escritor Émile Zola; outro, o jornalista judeu e húngaro Theodore Herzl, que se tornou o grande difundidor do sionismo.
Herzl foi um dos criadores da Organização Sionista Mundial, criada em 1897 e que realizou o 1º Congresso Sionista nesse mesmo ano, na Basileia. Esse congresso examinou as características da primeira imigração, dos anos 1880, e procurou estabelecer novas diretrizes paras as próximas com vistas à criação definitiva de um Estado judaico. É da autoria de Herzl, inclusive, a obra “O Estado Judaico”, na qual essas diretrizes são esmiuçadas.
Como diz o historiador Henry Chemeris:
A partir de 1897, pôs-se fim à colonização privada meio filantrópica, meio colonial, sustentada por alguns ricos financistas judeus, sendo substituída por um programa estritamente nacionalista de colonização organizada, com objetivos políticos bem definidos e gozando do apoio da massa. Israel Cohen explicita o objetivo maior dos sionistas durante o Congresso da Basileia: “Tal foi o objetivo supremo do sionismo, formulado pelo Congresso da Basileia nos termos seguintes: o objetivo do Sionismo é a criação, na Palestina, de um lar para o povo judeu, garantido pelo direito público.” [1]
Theodor Herzl foi o principal difundidor do sionismo
Theodor Herzl foi o principal difundidor do sionismo
Como forma de criar uma resolução para o grave problema do antissemitismo, o Estado Judeu foi idealizado por Herzl em suas linhas gerais. Para ele, o grande motivo do antissemitismo era a existência dispersa e desorganizada dos judeus mundo afora, sem uma nação que os amparasse, como explica no livro já citado:
O problema judaico existe. Seria tolice negá-lo. É um resquício da Idade Média, do qual os povos civilizados, com a melhor boa vontade, ainda não sabem desfazer-se. Certamente mostraram sua magnanimidade quando nos emanciparam. O problema judaico existe em todos os lugares em que vive um número apreciável de judeus. Lá onde não existe, é trazido pelos judeus imigrados. Dirigimo-nos, naturalmente, para onde não nos perseguem. E a nossa aparição provoca as perseguições. Isto é uma certeza e continuará acontecendo em todo os lugares, até nos países mais evoluídos, como está sendo demonstrado na França, enquanto o problema judaico não for resolvido por meios políticos. Os judeus pobres levam o antissemitismo à Inglaterra e já o levaram até a América. [2]
A partir da década de 1910, uma nova onda imigratória de judeus para a Palestina começou a ser efetuada com vistas a formas de organização mais complexas. Um dos primeiros impulsos recebidos para o estabelecimento de um possível Estado judaico na Palestina veio com a Declaração Baulfour, em 1917, que consistiu em uma carta escrita pelo secretário de assuntos estrangeiros da Grã-Bretanha, James Balfour, e endereçada ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica naquele país. Na carta, Balfour fala das intenções dos britânicos de facilitar a construção do Estado judaico.
Todavia, os inúmeros problemas que ocorreram entre o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), sobretudo envolvendo o nacionalismo árabe e a tentativa de construção de um Estado Palestino, postergaram a criação do Estado Judaico para o ano de 1947.
NOTAS
[1] CHEMERIS, Henry Guenis Santos. Os principais motivos que geraram os conflitos entre israelenses e árabes na palestina (1897-1948). Dep. de História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, PUC-RS: Porto Alegre, 2002. p. 54.
[2] HERZL, Theodor. O Estado Judaico. Trad. Dagoberto Mensh. Poeteiro Editor Digital: São Paulo, 2015. p. 9.

Por Me. Cláudio Fernandes

dialogo interreligioso ecumenico: Cristãos, muçulmanos e judeus juntos em Jerusalém

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Canadá anuncia que receberá 1.200 yazidis e outros sobreviventes do Estado Islâmico

Canadá anuncia que receberá 1.200 yazidis e outros sobreviventes do Estado Islâmico

Yazidis são uma minoria curda considerada herege pelo Estado Islâmico.Governo do Iraque e agência da ONU ajudam na identificação de vulneráveis.

Imagem de 2014 mostra Yazidis caminhando em direção à Siria para escapar do Estado Islâmico (Foto: Rodi Said/Reuters)Imagem de 2014 mostra Yazidis caminhando em direção à Siria para escapar do Estado Islâmico (Foto: Rodi Said/Reuters)
Imagem de 2014 mostra Yazidis caminhando em direção à Siria para escapar do Estado Islâmico (Foto: Rodi Said/Reuters)
O Canadá receberá neste ano 1.200 indivíduos que tenham sofrido perseguição do grupo radical Estado Islâmico (EI), anunciou nesta terça-feira (21) o ministro de Imigração, Ahmed Hussen, assinalando que 400 deles já haviam chegado ao país.
"O Canadá está trabalhando com a Agência da ONU para Refugiaods, com cooperação e apoio do governo do Iraque, para identificar yazidis vulneráveis e outros sobreviventes do Daesh (acrônimo em árabe do Estado Islâmico), tanto dentro como fora do Iraque", diz comunicado do governo canadense.
Os yazidis são uma minoria curda adepta a uma religião pré-islâmica. Não são árabes, nem muçulmanos, e o EI os considera como politeístas hereges. Desde o avanço do EI, dezenas de milhares de yazidis se refugiaram no monte de Sinjar, onde permaneceram durante dias sem água e alimentos.
Milhares de homens foram massacrados, enquanto as mulheres eram raptadas e muitas vezes submetidas à escravidão pelos extremistas. A ONU qualificou estes ataques como "tentativas de genocídio".
A nota do governo canadense diz que é esperado que a maioria dos 1200 indivíduos acolhidos será de yazidis, mas que a escolha não é baseada em religião ou etnia. Os sobreviventes do EI que serão recebidos no país "incluem mulheres e crianças Yazidi e suas famílias, imigrantes, refugiados e cidadãos do Canadá", segundo comunicado.
"Nossa operação está em curso e os refugiados que sobreviveram ao EI começaram a chegar ao Canadá nos últimos meses", disse Hussen à imprensa. "Nosso governo vai instalar no Canadá cerca de 1.200 sobreviventes muito vulneráveis, assim como os membros de suas famílias", indicou.
A atenção do Canadá está voltada para "as mulheres e meninas", assinalou Hussen.
"Nossos esforços mostraram que o EI também aponta deliberadamente para os meninos, enquanto tentaremos ajudá-los a se reinstalarem aqui", acrescentou.
No outono boreal passado, o Parlamento canadense havia adotado uma resolução que previa a chegada ao país, em quatro meses, de yazidis que escaparam de perseguições do EI no norte do Iraque, qualificadas como "genocídio" por Ottawa. Os yazidis que já chegaram ao país foram submetidos a controles de segurança e biométricos exaustivos, assim como a exames médicos, disse Hussen.
O custo da iniciativa foi avaliado em 28 milhões de dólares canadenses (US$ 23 milhões).
Desde a chegada de Justin Trudeau ao governo, em novembro de 2015, o Canadá recebeu mais de 40.000 refugiados sírios.


Reformas no Vaticano levam conservadores católicos a protestar contra o papa Francisco

Reformas no Vaticano levam conservadores católicos a protestar contra o papa Francisco

Cartazes divulgados no Vaticano por grupo de católicos conservadores criticaram o Papa Francisco devido a "erros doutrinários" e postura duvidosa. Grupo de cardeais fieis ao Papa divulgaram nota em sua defesa
 
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A postura do Papa Francisco diante de temas considerados conservadores para a Igreja Católica não tem agradado alguns membros da igreja romana, incluindo autoridades eclesiásticas. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo publicadas na última terça feira (21), Jorge Mario Bergoglio tem enfrentado protestos após algumas reformas feitas no Vaticano.
No começo do mês, diversos cartazes foram publicados nas ruas de Roma, na Itália, sendo rapidamente “abafados” pelas autoridades locais. Sem identificação, sabe-se que o grupo responsável pela publicação, entre outros assuntos, protesta contra o que seria a “decapitação dos cavaleiros de Malta”, após a renúncia do seu presidente uma semana antes do Papa anunciar um substituto para o cargo. Se trata de uma antiga ordem conservadora de cavaleiros que atualmente se dedica a caridade.
“Francisco, você destituiu os chefes das congregações, removeu sacerdotes, decapitou a Ordem de Malta e a dos Franciscanos da Imaculada, ignorou cardeais. Onde está a sua misericórdia?”, diz a mensagem escrita na parte de baixo dos cartazes, em dialeto romano. Veja:
Reformas no Vaticano levam conservadores católicos a protestar contra o papa Francisco. Foto: divulgação

Como parte do protesto, um documento imitando o jornal oficial do Vaticano, chamado “L’Osservatore Romano”, foi distribuído a diversos cardeais, ao que parece, contendo perguntas enviadas por outros cardeais conservadores. A resposta para cada pergunta, “sic et non” (sim e não em latim), sugere que o Papa não possui uma posição definida sobre a doutrina da Igreja Católica, pondo em dúvida questões essenciais do ensino romano.
Os protestos contra o Papa se relacionam, na maioria, a ações do Pontífice contra conservadores no Vaticano, como a aposentadoria forçada de Stefano Manelli, fundador da ordem dos Frades Franciscanos da Imaculada, em 1970, assim como o suposto desprezo a quatro cardeais considerados “ultraconservadores” que enviaram um carta pública ao Papa para que corrigisse “erros doutrinários” na sua encíclica Amoris Laetitia, em referência a comunhão de divorciados que se casam pela segunda vez, entre outros.
Em resposta às críticas, um conselho de cardeais conhecido como “C9”, se reuniu e, diferente de outros momentos, resolveu divulgar uma nota pública em apoio ao Papa; “em relação aos recentes acontecimentos, o Conselho de Cardeais expressa o pleno apoio ao papa, assegurando, ao mesmo tempo, a adesão e o apoio pleno à sua pessoa e ao seu magistério”, diz a nota, segundo publicação da Folha.
Ainda segundo a matéria, o Papa não comentou muito os protestos, mas chamou no último domingo de “difamações e calúnias”, acrescentando que “estas sementes arruínam a nossa comunidade, que deveria brilhar por sua acolhida, solidariedade e reconciliação”, disse ele.